Vejo que, mesmo tentando adentrar na peneira estreita que minera os mais perspicazes, - ou inocentes, diga-se de passagem - não caibo nesse estereótipo tão pequeno. É um tipo de claustofrobia social. Muitos veem este problema como um motivo de internato, muitos veem como uma grande vantagem de uma elite seleta.
Muitas vezes, queria estar jogado aos ventos solitários de um campo gramíneo. De fato, queria estar ali, recebendo aquela rajada purificadora que levaria a brisa refrescante e o aroma das flores ao meu nariz. É como deleitar meus róseos lábios com um gole de vinho. Sinto-me mais satisfeito, do que quando estou jogado ao dióxido de carbono.
Porque os ventos mais puros são os que possuem a inocência. Os ventos urbanos, obviamente, têm de buscar um pouco da arrogância, presente em pequenos núcleos, mas em grande quantidade. Os ventos puros são os que ascendem bravamente, e não os que são proporcionados por coisas mundanas e artificiais. O vento puro é o vento que eu queria respirar, para sempre.
Mas infelizmente, a peneira da sociedade fez-me cair, selecionando-me.
segunda-feira, 22 de março de 2010
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